Menu

(83)3044-3282 (JP)    (83)2102-0800 (CG)       Siga-nos

Ler Notícia

Ainda é tempo de lutar contra o aumento da desigualdade que virá com a reforma da Previdência
quarta-feira, 17 de julho, 2019

A proposta original de reforma da Previdência apresentada pelo governo era ainda mais indecente que a versão aprovada em primeiro turno, porque ampliaria dramaticamente a desigualdade em um dos países mais desiguais do mundo.

 

Em última instância, uma aposta na morte dos mais pobres antes de usufruírem do direito à aposentadoria; um descarte populacional como falsa solução para o desequilíbrio fiscal, nas palavras da professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Lobato Gentil.

 

Dos que sobreviverem ao descarte, a maioria idosa vagará pelas ruas como zumbis sem proteção, somando-se aos desempregados, desalentados e subempregados. Assim, mantida intacta, a proposta original levaria a uma brutal destituição de idosos pobres, uma tragédia humanitária sem precedentes.

 

Mas houve luta e resistência, a despeito do debate desonesto. Um fugaz lampejo de discussão sincera e qualificada, proporcionada por dezenas de especialistas da academia e do movimento sindical, serviu de subsídio para a ação parlamentar. Embora minoritários e sob condições extremamente adversas, há de se louvar a postura firme e obstinada dos e das parlamentares que se entrincheiraram em defesa da Previdência Social e lograram relativo êxito ao longo da tramitação da matéria.

 

Na primeira fase, no âmbito da Comissão Especial, o sucesso se deu com a retirada, pelo relator, de dispositivos cruéis que aprofundariam a tragédia social. Na segunda fase, em Plenário, a forte ação parlamentar oposicionista permitiu a derrubada de outros dispositivos igualmente perversos que remanesceram da Comissão Especial.

 

A redução de danos foi vitória parcial da sociedade que continua sacrificada, especialmente os sem emprego, os subocupados, os desalentados que já não procuram emprego, os portadores de deficiência, os inválidos e as viúvas entregues à própria sorte.

 

Em síntese, a versão aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados segue altamente lesiva aos interesses de quem vive do trabalho e, portanto, absolutamente inaceitável.

Mas o resultado do jogo até aqui não é o resultado final. Em agosto e setembro, a “reforma” ainda tramitará na Câmara dos Deputados (segundo turno) e no Senado (dois turnos).

 

Se o texto-base for modificado no Senado, terá que voltar para a Câmara.

 

Há, pois, uma derradeira possibilidade para que a sociedade reaja no sentido de impedir a consumação dessa catástrofe humanitária à vista. Resta, ainda, tempo e possibilidade de luta e resistência, que precisam tomar as ruas do país, porque é nas ruas que qualquer mudança em favor do povo tem alguma chance de acontecer. E tempo e a possibilidade para incluir na agenda do Congresso Nacional a Reforma Tributária Solidária, o melhor caminho para combater privilégios e reduzir desigualdades.

 

Anfip - Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

Fenafisco - Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital

 

Portal Fenafisco

Outras Notícias
 

Sindifisco-PB fechado por mais 15 dias

domingo, 05 de abril, 2020

Taxar os super-ricos salva a economia

sábado, 04 de abril, 2020

Aposentados e pensionistas da PBPrev só precisam fazer Prova de Vida a partir de julho

sexta-feira, 03 de abril, 2020

Governo prorroga prazo de entrega da declaração do IR por dois meses

quinta-feira, 02 de abril, 2020

Empregado suspenso do trabalho receberá até 100% do seguro-desemprego

quinta-feira, 02 de abril, 2020

Plano Mais Brasil e o engodo da reforma da Previdência

quinta-feira, 02 de abril, 2020

Parabéns aos servidores públicos

domingo, 29 de março, 2020

Sindifisco-PB segue fechado

domingo, 29 de março, 2020

Câmara aprova auxílio de R$ 600 por mês para trabalhador informal

sexta-feira, 27 de março, 2020

Página 1 de 457 [1 2 3 4 5 6 7 8 9 > >> ]